Início / A abordagem
A abordagem
Rigor metodológico. Evidência. Honestidade clínica.
A clínica que pratico se sustenta em três princípios articulados. Não opero por achismo, não vendo conforto e não construo intervenção sobre intuição não examinada.
Terapia Cognitivo-Comportamental — a base com maior evidência.
A TCC é a abordagem psicoterapêutica com maior base empírica acumulada em saúde mental — décadas de ensaios clínicos randomizados, meta-análises e revisões sistemáticas demonstram sua eficácia em ansiedade, depressão, transtorno obsessivo-compulsivo, fobias, comportamento sexual compulsivo e síndromes de esgotamento.
Trabalho dentro dela por uma razão simples: ela me força a ser preciso. Toda intervenção começa por hipótese clínica formulada, segue um plano metodicamente construído e passa por revisão sistemática. Não há espaço para o “vamos ver no que dá”.
Cognição
Como você interpreta o que vive — os padrões de pensamento que sustentam o sofrimento.
Comportamento
O que você efetivamente faz — as ações e evitações que mantêm ou rompem o ciclo.
Emoção
A resposta afetiva que emerge — trabalhada junto, não isolada dos outros dois planos.
Método de John Gottman — avaliação preditiva.
Para casais, opero com base no método desenvolvido por John e Julie Gottman ao longo de mais de quatro décadas de pesquisa longitudinal no Gottman Institute. A força está no caráter preditivo da avaliação conjugal inicial: a partir de variáveis observáveis na interação do casal, propõe um diagnóstico do vínculo antes de qualquer intervenção. Não é palpite — é leitura técnica de marcadores que a literatura já consagrou.
Crítica
Ataque ao caráter, não ao comportamento específico.
Desprezo
Postura de superioridade moral — descrito por Gottman como o mais letal dos quatro.
Defensividade
Recusa em assumir responsabilidade; toda crítica vira contra-ataque.
Silêncio
Desligamento emocional como defesa (stonewalling) — o muro que comunica abandono.
Os Quatro Cavaleiros — padrões cuja presença reiterada a pesquisa de Gottman associa à ruptura conjugal. A intervenção identifica quais estão presentes, quanto pesam no equilíbrio do vínculo e constrói, no consultório, padrões substitutos que sustentem reconstrução.
Psicologia baseada em evidências.
“Não digo o que você quer ouvir. Digo o que a clínica e a literatura sustentam.”
Tudo o que aplico passa pelo crivo da literatura — pesquisa empírica indexada (PubMed, Cochrane e periódicos indexados). Não cito estatística que não consigo referenciar; não vendo método que não tem base. Se a evidência mostra que um caminho não funciona, eu não o percorro — por mais atraente ou intuitivo que soe.A entrega
Diagnóstico antes do plano. Plano antes da intervenção. Evidência antes da promessa.
Quatro etapas articuladas.
Em cada caso, opero pela mesma sequência metódica — independentemente da frente clínica.
Diagnóstico
Anamnese clínica formal, mapeamento da demanda, hipótese fundamentada. Instrumentos psicométricos quando indicado.
Plano
Objetivos clínicos específicos, prazos esperados e instrumentos de verificação.
Intervenção
Execução metódica do plano, com técnicas TCC e Gottman calibradas para a demanda.
Revisão
Verificação sistemática de progresso, ajuste do plano, fechamento ou continuidade conforme indicação clínica.
O que minha abordagem não é.
Não é confidente passivo.
Não é abraço terapêutico onde precisa haver intervenção técnica.
Não é promessa de cura — nenhuma psicoterapia séria promete cura.
Não é diagnóstico apressado, plano genérico ou aplicação de “técnica universal”.
Não é entretenimento clínico — não estou ali para validar narrativas, mas para construir mudança documentada.
Quando essa abordagem é para você.
Quando você quer técnica antes de palavra macia; quando prefere saber o que a literatura sustenta antes do que parece bonito; quando está pronto para mergulhar no que exige intervenção técnica, com clareza de que reconstrução custa esforço.
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